“ Ela vem, eu não chamei não!
Vem forte, parece tempestade e trovão.
As vezes vem como saudade,
fome e até amizade.
Outras como amor, flor e calor.
Não sei direito quando chega,
vejo, percebo mas não me proteja,
me deixa, me envolva e me perca.
Me pergunto quem é ela.
Bela?
Feroz?
Donzela?
Te conhecendo vou,
como navegante descobrindo o mar.
Abrindo o olhar,
para em seus braços não naufragar.
Vem sol, vem luar
tempestade que aprendi controlar.
É ela,
que não se deixa intimidar, mesmo com apreço
te garanto e conheço
vou derrotar.
Vencerte vou,
não pararei, de ti não dependo mais
te deixarei.
Vai, voa, sai.
Deixe este ninho,
pobre e carinho,
que não quer ser seu cais. “
Por: Adriane Souto